A experimentação lúdica e investigativa é importante sim!

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Entenda mais sobre a participação das experiências autônomas no desenvolvimento infantil:

Os projetos de ensino que buscam a experimentação lúdica e investigativa através das ciências, matemáticas, artes, música, línguas, literatura e outros, vem despontando olhares curiosos e confiantes de que a educação no país está para se regenerar.

De natureza social, técnica e cognitiva, o conhecimento empírico, isto é, aquele adquirido através da experimentação e da prática aristotélica de priorizar os sentidos para a abordagem dos fenômenos, complementa o saber científico. Este deve ser o viés estruturador das atividades escolares e do eixo familiar, preocupadas com a impregnação do senso comum e o prejuízo da transposição cega do estudo científico sem as medidas instrumentais.

Tudo começa através da observação natural, o exercício de compreensão que estimula a investigação espontânea.

A formação dos sentidos

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O bebê dá dois passinhos, apoiado aos pais e à cadeirinha. Nos parece uma descoberta natural dessa idade, mas as crianças exprimem reações que desencadeiam estímulos, fenômenos completamente individuais. A necessidade de um objeto em um momento específico e sem explicação palpável aos adultos, o toque, o contato que se inicia ainda no ventre da mamãe, despontam sensações únicas para a memória afetiva do recém nascido. Essa formação de fenômenos particulares, em qualquer idade, tanto serve como validação do aprendizado científico através das experiências adquiridas, como para o desenvolvimento do indivíduo.

O estímulo do saber

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Na idade escolar, as várias áreas de conhecimento acabam por sedimentar o aprendizado. Parte dos alunos desempenham resultados altíssimos num grupo de disciplinas, fator que comprova como a proximidade afetiva com alguns campos de saber e as experiências pessoais, estruturam interesses. E em outras, apresentam resultados medianos dentro de determinado sistema de ensino. Um misto de memória afetiva, riqueza de estímulos e envolvimento particular com números ao invés de letras – e vice versa – deve ser discutido.

O aluno, quando capaz de se expressar quanto à sua individualidade, em cada uma das disciplinas escolares e ainda obter um contato genuíno com o professor, permitindo troca de saberes e experiências, imprime ganhos edificantes. Quando educadores pautam a necessidade de uma reestruturação do ensino, sobretudo do fundamental ao médio, é visando resultados que privilegiem a análise crítica ao invés de senso comum. A educação vai além de projetos quantitativos do governo.

Rendimento escolar

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A criança chega em casa com os resultados do período em mãos: algumas notas altíssimas e, outras à desejar, para a instituição. “Sob que métodos meu filho deve ser avaliado?”. Há mudanças importantes já integrando o currículo acadêmico. A livre escolha de áreas para um estudo aprofundado e estimulante, está sendo amplamente considerada. Toda essa divisão estética dos alunos ditos “bons”, “regulares” e os “abaixo da média”, subjuga e compromete a performance do indivíduo com implicações na fase adulta.

Mediadores lutam por métodos mais humanos dentro da educação. As bases do estudo científico também utiliza os entremeios da investigação e por de trás do enunciado geral e o conhecimento absorvido, há esses fenômenos tão importantes para a construção de um futuro que vai muito além do profissional.

O brincar e o científico

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Brincadeiras lúdicas devem ser fortalecidas durante a escolarização, dentro das instituições de ensino, porque a noção do conhecimento, sem a experimentação, propicia explanações e interpretações equivocadas. Ou até mesmo a não apropriação verdadeira do saber lecionado. E, em casa, para uma conexão entre o brincar o científico que desmistifique o caráter rígido e segregador do ensino.

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E aí, vamos começar a repensar as práticas pedagógicas? Coletivos independentes e iniciativas populares ajudam a transformar esse cenário! Não deixe de conferir a nossa matéria sobre Bibliotecas Populares e a Coletivização do saber.

1 Comentário

  1. avatar

    Marcos Davi Gonçalves de Oliveira

    21 de julho de 2015 at 22:42

    Sem dúvida usar de todos os sentidos no lúdico é necessário. Pois é isso o que apetece nas tenras idades. E realmente precisamos romper de vez com esse sistema de memorização e decoração de conteúdo.

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