Carta para Marília

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Texto Carol Maurício

Faltando menos de um mês para o Dia das Mães, convidamos a mãe Carol Maurício para contar todas as aflições, sentimentos e ansiedade que só quem passou pela gravidez entende. Pegue o lencinho porque é de emocionar!

São quase duas da madrugada e cá estou eu, em meio aos pensamentos, dúvidas, medos e ansiedade que têm me rondado nessa reta final. Seu pai, aqui do lado, já dorme; mas eu não o julgo. Ele nunca seria capaz de entender o que se passa aqui dentro. Dentro de mim, dentro de nós, mulheres. Na verdade, nenhum ser humano no mundo é capaz de nos compreender, a não ser que já tenha passado por isso, na pele, no corpo e na alma. É algo realmente surreal.

Há algumas horas disse ao seu pai: como a tecnologia é tão falha ao ponto de permitir que uma mulher tenha que esperar por uma criança por nove meses (na verdade, quase dez)? É claro que eu disse isso brincando, mas se eu pudesse apertar um botãozinho que me levasse direto pra sala de parto, ah, eu com certeza apertaria.

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38 semanas:

Na cabeça o check list: termômetro, banheira, body, manta, cueiro, quarto, ok… E na hora do banho? Cuidar do umbigo, amamentação por livre demanda… E se não der certo? E se eu falhar? E o parto? Será que consigo? Será que isso que eu senti agora foi uma contração? Será que já é a hora? Não… Passou… E após 30 minutos as mesmas sensações….

No corpo, as dores. Coluna sendo coluna e doendo cada vez mais. Posição pra dormir? Hahaha. Bexiga explodindo, azia queimando, pontadas estranhas, e vamo que vamo…

Vamo que vamo porque o que ainda está por vir há de compensar… Há de me fazer exausta, e completa. Há de me fazer chorar de desespero e de emoção. Há de ser amargo e ao mesmo tempo doce como mel. Há de me virar do avesso, de transformar a minha vida, de dar sentido ao que faltava. Há de me fazer abrir mão de muita coisa, mas há de ser imensamente gratificante. Eu creio!

Deus não me daria você de presente caso não tivesse certeza do amor que conseguiria brotar de dentro do meu coração pra você e o quanto você contribuiria pra que eu me tornasse alguém melhor.

Eu já te amo filha, e já te espero, e já te cuido, e já te quero. Venha no seu tempo, venha com saúde, mas venha a cara da mamãe (kkkkk). Mentira! Porque se vier a cara do papai, vou te namorar mais e mais e olhar pra você pensando em quem, junto comigo, concebeu a sua vida. Fruto de um amor jovem, forte, verdadeiro, cheio de erros e imaturidade, mas que pensa em acertar cada vez mais… por você! Só venha!



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Apaixonada por crianças e por jornalismo, segue se inspirando no universo lúdico infantil e fazendo de tudo pelos sobrinhos enquanto os seus 30 e poucos não chegam com a vinda da cegonha.

1 Comentário

  1. avatar

    Sandra Kirchmayer

    18 de abril de 2016 at 18:45

    Linda a história… Os papais as fotos! Quanta sensibilidade! Parabéns

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