O “não fale com estranhos” também vale na internet!

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Os pequenos já nascem sabendo “futricar” em tudo quanto é equipamento eletrônico. É incrível como a interação entre gadgets e as crianças ocorre de maneira espontânea e sem limites de conhecimento difíceis de romper. “Ei, espera, gadge…o quê?”. Pois é, parece bem mais comum que uma criança saiba responder prontamente o que esse termo significa. tablet-divertido-com-luzes-e-sons-bright-starts

É bem certo que os adventos da internet são inúmeros, inclusive para a vida acadêmica dos nossos baixinhos. Não é difícil obter explicação a respeito de uma questão da aula de Matemática e até mesmo nós, adultos, recorremos ao Google quando temos dúvidas sobre a grafia de uma determinada palavra.

Algumas empresas de brinquedos para o público infantil já até pescaram a tendência e desenvolveram produtos com apelo de celulares e tablets, porém, com funções primorosas e livres de maiores receios: celulares que ensinam o alfabeto, a repetição de palavras e mini computadores para os primeiros aprendizados.

O conhecimento desses equipamentos faz com que as crianças se habituem, e é bem certo que contribuímos para o despertar do interesse delas, quando fazemos uso desses objetos e acabamos por atiçar a curiosidade para eles.

O que confirma a inclinação para um mundo cada vez mais tecnológico, que conecte precocemente, pessoas do mundo inteiro.

Conversamos com a mãe do João Gabriel, a produtora Renata Grecco que nos confidenciou a história do primeiro contato do pequeno com a internet e a maneira que encontrou para educá-lo para o uso correto das novas tecnologias.

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Conheça os principais interesses do seu filho

Acompanhar o despertar para o mundo do seu pequeno começa desde as pequenas palavras, gestos e interações com os primeiros brinquedos. Na rede, ao invés de censurar o uso, é preciso estar sensível ao conteúdo interessante à criança, ser companheiro. Certamente, as atividades mais estimuladas despertarão áreas de conhecimento e pontuarão em suas primeiras escolhas.

O que fornecer à criança

É preciso ter conhecimento da tecnologia oferecida. Aprenda as principais funções, recursos, aplicativos disponíveis e como configurar o aparelho escolhido para o uso do seu filho. Não disponibilize um computador exclusivo para a criança ou a possibilidade de acessá-lo no quarto, com a porta fechada. Fique atento aos principais mecanismos de comunicação, conhecê-los é uma forma de conseguir assegurar seu pequeno de conteúdos maliciosos. Seus filhos certamente ouvirão opiniões à partir do seu conhecimento de causa e ignorarão, caso acreditem que você não entende nada do assunto e seu papel é apenas julgador.

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Rotina

O João começou a entrar na internet por conta do Minecraft, para poder jogar online com os amigos no ano passado, com 8 para 9 anos. Como é um jogo bacana que parte do principio da colaboração e não da competição – os amigos se juntam para criar mundos, tem que criar animais, buscar comida para sobreviver- achei que estava bem adequado para a idade dele. Mas o jogo é super envolvente e nesta idade as noções de tempo ainda estão em desenvolvimento. O resultado é que ele, caso deixássemos, passava horas “imerso” naquele mundo virtual tão atraente. E as brincadeiras no “mundo real” já não pareciam tão frequentes. E ele não tinha mais paciência para os deveres da escola. Então percebi a necessidade de estabelecer um horário rígido para o jogo e a internet. Achei que uma hora por dia era o suficiente e conversei com ele. Pensei que ele iria resistir muito, mas em dois dias ele já tinha se adaptado a este combinado e, sozinho, já controlava a hora de sair. O João é muito adaptável e se souber exatamente os motivos dos limites impostos, ele aceita e cumpre. As brincadeiras e os desenhos voltaram e a atenção para os deveres também. Mas ainda hoje sei que se ele pudesse passaria a tarde toda no computador! (risos)

A adoção de horários específicos para cada atividade é o mecanismo mais eficiente para um crescimento sadio. Desde o horário de almoço, lanche e jantar bem definidos, é preciso falar, também, sobre a rotina de lazer e atividades educativas. O tempo exposto à rede deve ser supervisionado para que, com o uso excessivo, não comprometa outras áreas. O estímulo a esportes e atividades fora do ambiente de casa devem ser amplamente considerados. Papais e mamães, não adianta falar sobre o assunto e praticar o sedentarismo de uma vida em frente ao computador. Vocês são os exemplos mais próximos de estilos de vida e práticas saudáveis.

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Os pais são os guias

Eduque seus filhos para o mundo virtual:

• Explique que suas falas e posicionamentos não podem ser inconsequentes e que as regras de comportamento não mudam, apesar do artifício da máquina.

• Ensine a desfrutar da melhor forma, conhecendo todos os riscos. Fale sobre a internet como um mundo real, gigante em proporção, repleto de boas e más intenções. O “não fale com estranhos” deve caber nesse espaço. Estreitar laços com um ou outro coleguinha é altamente saudável e normal, porém, deve ser feito mediante o acompanhamento dos pais.

• Converse de maneira natural e espontânea para que a criança não tenha receios quanto à partilha das experiências com os adultos.

• Comente sobre ouvir os instintos: se a criança acredita que algum conteúdo ou prática é inapropriada, ilegal ou abusiva, oriente-a externar, mostrar a você.

É preciso educar criando conexões com o mundo real, explicando porquê é preciso estar atento aos mesmos riscos, ser respeitoso quanto às diferenças e questionadores quanto à veracidade do conteúdo que recebem.

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Conteúdo pessoal

É orientação para qualquer usuário de internet, a não exposição pessoal sem o conhecimento prévio dos riscos. Imagine o perigo que isso pode significar para uma criança que está dando os primeiros passinhos para o mundo virtual. Além das orientações já pautadas, é necessário falar sobre algumas regras de uso, como o não compartilhamento de informações tais quais: endereço, telefone, escola onde estuda, lugares que frequenta e outros dados específicos. Ser um questionador quanto às informações de registro que algumas empresas exigem, com justificativa de criar um perfil de usuário e login para acesso. A divulgação de fotos deve ser restrita às configurações de compartilhamento com amigos da família e partindo dos mesmos cuidados com o conteúdo exposto: “O que essa imagem está reportando? É um retrato do meu filho em que mostra onde ele estuda ou a atividade de lazer depois da aula?”.  Deve ser evitada.

Softwares de bloqueio e filtragem

Deveras, é necessário dar uma olhadinha no histórico do computador da família após o uso do seu filhote ou bloquear alguns conteúdos previamente. Mas será que isso resolve? Hoje em dia, com o advento de programinhas para filtragem, crescem também as alternativas para que os mesmos sejam ineficientes. O simples acesso a um link disponível em caixas de diálogo de redes sociais e emails, por exemplo, acaba com essa proteção. O acompanhamento da criança, com aconselhamento e sugestões de conteúdo para um maior aproveitamento da internet, por parte dois pais, é a melhor barreira contra os malefícios desse sistema. A educação por meio da conversa, a livre expressão de sentimentos e opiniões é o preceito infalível para tratarmos desse assunto.

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